VIÉS DE CONVERGÊNCIA

O que ainda não aprendemos sobre os prazos?

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A verdade é que..

     Caminho Crítico, de folga zero, é incompatível com o PERT!

     Nas operações, além da gestão da produção, há  a dos requisitos, esta nos passa  despercebida, pois os procedimentos são o que os viabilizam.

     Antes de se tornar uma operação, unidades do produto são feitas até que atendam a todos requisitos de forma estável. Os procedimentos orientam a como atingir conformidade em escala.

     Projetos, por serem únicos, são “ajustados” durante o seu ciclo de vida. Neste contexto não faz sentido falar em padronização. Buscou-se então, novas formas.

     No início da gestão de projetos surgiram duas metodologias: O CPM — que estabeleceu o escopo como o padrão a ser atendido. E o PERT — que definiu padrão de duração à cada atividade.

     As metas da tripla restrição são: o escopo (no PERT), o prazo (no CPM) e o custo em ambas. O prazo no CPM, por não conter tolerâncias no tramo mais longo, também se equivale a um padrão.

     As críticas

     Ao PERT por ser muito permissivo em relação ao escopo. E ao CPM por não aplicar tolerâncias ao escopo e nem aos prazos.

     O consenso

     A união das duas, gerou a “nova” metodologia PERT/CPM, dominante até a última década. Ainda hoje seu uso ainda é relevante.

     A (má) aplicação

     Apesar de conhecer bem a ciência que embasa a aplicação do PERT aos prazos, no PERT/CPM ao estabelecermos como data final a mesma de término da última atividade, erramos no gerenciamento de seus requisitos. Na prática gerenciamos como sendo só CPM.

     Primeira consequência

     Posicionar o centro das incertezas no limite final do prazo, é como usinar centenas de eixos, com um torno ajustado para fazê-los no diâmetro máximo, sem folga.

    Não há dúvidas de que aproximadamente metade deles voltariam à usinagem. Mais tempo e custo.

    Com projetos, a folga zero de prazos nos gera a mesma consequência. O estranho é que apesar saber que não temos a mesma precisão de um torno, agimos como se fossemos capaz de obter resultados melhores. Porém Atrasamos!

    Esta é apenas uma das consequências, mas não a única. No próximo post, veremos um impacto disto na gestão da execução.

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